quarta-feira, 28/10/2026

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Imagem de mulher rasgando bandeira de Nossa Senhora Aparecida é manipulada por inteligência artificial, desmentindo suposta ligação com Flávio Bolsonaro.

Nas redes sociais, uma imagem polêmica tem circulado, mostrando uma suposta manifestante rasgando uma bandeira de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em Belo Horizonte em apoio a Flávio Bolsonaro. A foto, que aparece…

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Nas redes sociais, uma imagem polêmica tem circulado, mostrando uma suposta manifestante rasgando uma bandeira de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em Belo Horizonte em apoio a Flávio Bolsonaro. A foto, que aparece com o logotipo do g1, foi amplamente compartilhada em plataformas como X, Threads, Facebook e Instagram, gerando indignação entre os internautas.

A imagem é acompanhada de comentários como “Que tristeza. Quanto ódio” e “Isso é totalmente absurdo”, refletindo a repercussão negativa que a cena supostamente retratada gerou. Entretanto, a veracidade do conteúdo foi questionada, levando a uma investigação mais aprofundada.

O g1, em sua análise, desmente a autenticidade da foto, afirmando que nunca a publicou em suas plataformas. Mais alarmante é a confirmação de que a imagem foi gerada por inteligência artificial, segundo ferramentas de detecção de conteúdo sintético. O SynthID, uma tecnologia que marca digitalmente imagens criadas por IA, e o Sightengine, que indica uma probabilidade de 96% de que a foto seja uma criação artificial, corroboram essa afirmação.

Ademais, a ausência de um manifesto C2PA confiável também levanta suspeitas sobre a procedência da imagem. Este selo, desenvolvido pela Coalizão para a Proveniência e Autenticidade de Conteúdo, é uma forma de rastrear a origem de arquivos digitais, e sua falta sugere que a imagem não possui a legitimidade necessária para ser considerada real.

Em um momento em que a desinformação se torna cada vez mais comum, especialmente em contextos políticos acirrados, é fundamental que os usuários das redes sociais tenham discernimento e verifiquem a autenticidade do conteúdo antes de compartilhar. A disseminação de imagens falsas pode distorcer a percepção pública e alimentar divisões sociais.

Crédito da imagem: Reprodução