quarta-feira, 28/10/2026

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Estados Unidos proíbem uso da IA DeepSeek, da China, em agências federais.

No cenário atual de rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China, a decisão do governo americano de proibir o uso das ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup DeepSeek não é apenas…

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No cenário atual de rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China, a decisão do governo americano de proibir o uso das ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas pela startup DeepSeek não é apenas uma medida de segurança, mas também uma declaração de intenções em um campo que evolui a passos largos. Na segunda-feira (19), o Departamento de Segurança Interna anunciou que suas agências devem interromper a utilização dos produtos da empresa chinesa, citando preocupações com a segurança nacional e a proteção de dados sensíveis.

O comunicado ressalta que a proibição se estende não apenas aos produtos da DeepSeek, mas também a quaisquer ferramentas que possam ter sido desenvolvidas com base em sua tecnologia. A medida reflete um receio crescente de que a utilização dessas ferramentas possa resultar na transferência inadvertida de informações confidenciais para o governo chinês. A localização dos servidores da DeepSeek na China e o poder que o sistema jurídico local confere ao governo para acessar dados de empresas privadas são pontos destacados pelo Departamento de Segurança Interna como justificativas para a ação.

A DeepSeek, que se destacou no mercado de inteligência artificial após o lançamento de um chatbot inovador em janeiro de 2025, representa um desafio significativo para as empresas americanas. A startup chinesa não apenas elevou a concorrência, mas também gerou críticas de que estaria copiando tecnologias desenvolvidas por seus rivais nos Estados Unidos. Essa acusação, embora controversa, se alinha ao receio americano de perda de liderança em um setor considerado crucial para o futuro tecnológico global.

Enquanto o Departamento de Segurança Interna tem a capacidade de orientar agências civis, a proibição não se estende às Forças Armadas ou serviços de inteligência, deixando uma lacuna na supervisão completa do uso das tecnologias emergentes. A falta de resposta do Departamento de Defesa a pedidos de comentário sobre a situação evidencia a complexidade das relações entre os dois países e a necessidade urgente de um debate mais amplo sobre segurança cibernética e inovação tecnológica.

Crédito da imagem: Logo do Deepseek