quarta-feira, 28/10/2026

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Identidade digital sob risco: fatores a considerar na escolha de plataformas de onboarding

A rápida digitalização dos serviços tem transformado a maneira como consumidores interagem com as empresas, permitindo que atividades como abrir contas e contratar serviços sejam realizadas em questão de minutos. Contudo, essa facilidade traz…

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A rápida digitalização dos serviços tem transformado a maneira como consumidores interagem com as empresas, permitindo que atividades como abrir contas e contratar serviços sejam realizadas em questão de minutos. Contudo, essa facilidade traz à tona um desafio significativo: a necessidade de garantir que a identidade da pessoa que está por trás da tela seja realmente a que afirma ser. O que antes era um processo simples de onboarding digital agora requer um arsenal de tecnologias de verificação para combater as crescentes tentativas de fraudes.

Dados da Serasa Experian indicam que, no primeiro semestre de 2026, houve um alarmante aumento de 32,9% nas tentativas de fraude de identidade, totalizando cerca de 2,86 milhões de casos. Apenas em agosto desse ano, 505,8 mil tentativas foram registradas, o que equivale a uma ocorrência a cada 5,3 segundos. Diante desse cenário, a escolha de uma plataforma de identificação adequada não pode se restringir a uma única tecnologia; é vital compreender como diferentes recursos se complementam para proteger a integridade do processo sem complicar a experiência do usuário legítimo.

Entre as ferramentas disponíveis, a validação de documentos é fundamental, pois permite a análise crítica dos documentos apresentados, identificando possíveis discrepâncias. A biometria facial e a prova de vida (liveness) são complementos essenciais que garantem que a verificação seja realizada de forma eficaz e que o processo esteja sendo executado por um ser humano e não por um robô.

Além dessas verificações, o dispositivo utilizado pelo cliente fornece informações valiosas que podem ajudar a identificar comportamentos suspeitos. Características como o histórico de uso do aparelho, geolocalização e o contexto do acesso são fundamentais para determinar se um acesso é legítimo ou se requer uma investigação mais aprofundada.

No entanto, é crucial lembrar que a segurança não deve comprometer a experiência do usuário. Um excesso de camadas de segurança pode resultar em frustrações e no abandono do processo por parte de clientes legítimos. Assim, uma análise cuidadosa dos indicadores de eficiência — como taxas de aprovação e tempo de conclusão do onboarding — é necessária para garantir que a jornada do usuário seja fluida, sem abrir mão da segurança.

Um exemplo prático que ilustra essa abordagem é o caso do Banco de Brasília (BRB), que, com o auxílio da Serasa Experian, modernizou seu processo de abertura de contas online. Com a integração de múltiplas soluções de verificação, o banco conseguiu reduzir em impressionantes 86,2% os cadastros enviados para análise manual e diminuir o tempo de abertura de contas de duas horas para menos de 15 minutos, ao mesmo tempo em que elevou a taxa de aprovação a 85%.

Em um mundo onde a confiança é um ativo precioso, a proposta do IDPass, solução da Serasa Experian, é inovadora. Ao reutilizar, com o consentimento do usuário, dados e documentos já validados, a solução possibilita que nove em cada dez usuários sejam aprovados instantaneamente, evitando a necessidade de preencher longos formulários ou reenviar documentos. Essa abordagem não só acelera o processo, mas também torna cada interação mais inteligente, aplicando segurança de forma proporcional ao nível de risco identificado.

Assim, à medida que as fraudes se tornam mais sofisticadas, a resposta das empresas deve ser igualmente inteligente, utilizando a tecnologia para criar um ambiente digital mais seguro e ágil, onde a experiência do usuário não seja prejudicada por barreiras desnecessárias.