Nas redes sociais, uma imagem polêmica tem circulado, mostrando uma suposta manifestante rasgando uma bandeira de Nossa Senhora Aparecida durante um ato em Belo Horizonte em apoio a Flávio Bolsonaro. A foto, que aparece com o logotipo do g1, foi amplamente compartilhada em plataformas como X, Threads, Facebook e Instagram, gerando indignação entre os internautas.
A imagem é acompanhada de comentários como “Que tristeza. Quanto ódio” e “Isso é totalmente absurdo”, refletindo a repercussão negativa que a cena supostamente retratada gerou. Entretanto, a veracidade do conteúdo foi questionada, levando a uma investigação mais aprofundada.
O g1, em sua análise, desmente a autenticidade da foto, afirmando que nunca a publicou em suas plataformas. Mais alarmante é a confirmação de que a imagem foi gerada por inteligência artificial, segundo ferramentas de detecção de conteúdo sintético. O SynthID, uma tecnologia que marca digitalmente imagens criadas por IA, e o Sightengine, que indica uma probabilidade de 96% de que a foto seja uma criação artificial, corroboram essa afirmação.
Ademais, a ausência de um manifesto C2PA confiável também levanta suspeitas sobre a procedência da imagem. Este selo, desenvolvido pela Coalizão para a Proveniência e Autenticidade de Conteúdo, é uma forma de rastrear a origem de arquivos digitais, e sua falta sugere que a imagem não possui a legitimidade necessária para ser considerada real.
Em um momento em que a desinformação se torna cada vez mais comum, especialmente em contextos políticos acirrados, é fundamental que os usuários das redes sociais tenham discernimento e verifiquem a autenticidade do conteúdo antes de compartilhar. A disseminação de imagens falsas pode distorcer a percepção pública e alimentar divisões sociais.
Crédito da imagem: Reprodução




