A história de Lilian Droniak, uma americana de 96 anos, destaca a inesperada conexão entre a geração mais velha e as novas tecnologias. Conhecida como “Vovó Droniak” nas redes sociais, ela conquistou a atenção do público ao revelar que seu lar de idosos a ameaçou com despejo devido às festas que organizava. Após a repercussão, o estabelecimento chegou a um acordo, permitindo que ela continuasse suas celebrações, mas sem bebidas alcoólicas.
Com impressionantes 15 milhões de seguidores no TikTok, Droniak transformou sua presença online em uma fonte de renda significativa, suficiente para cobrir os altos custos de sua residência, que chegam a US$ 12 mil mensais. Sua trajetória é emblemática de uma tendência crescente: mulheres mais velhas encontrando fama em plataformas digitais, muitas vezes voltadas para um público jovem.
“Eu sempre soube que tinha potencial para ser famosa”, compartilha Droniak, que começou a postar vídeos em 2020 com a ajuda de seu neto. “Estou aqui para mostrar que envelhecer não é o fim da linha; é possível se divertir e aproveitar a vida.” Esse otimismo ressoa com muitos jovens que a seguem, desafiando a percepção comum de que a velhice é sinônimo de tédio e inatividade.
Do outro lado do oceano, em Cardiff, Viv Truran, de 82 anos, também se destaca nas redes sociais, onde compartilha seus looks vibrantes e experiências de vida. Com mais de 800 mil seguidores no Instagram, ela se tornou uma voz inspiradora para aqueles que temem o envelhecimento. “As pessoas me dizem que têm medo de envelhecer, e eu respondo que não é tão ruim assim”, afirma, reforçando uma mensagem de aceitação e celebração da vida em todas as suas fases.
Essas histórias de mulheres idosas se tornaram um verdadeiro fenômeno, atraindo a atenção de marcas que reconhecem o valor dessas influenciadoras, com suas comunidades leais e poder aquisitivo elevado. Naomi Baker, da agência We Are Social, destaca que essas criadoras oferecem “conforto em um mundo incerto”, funcionando como “avós virtuais” para muitos de seus seguidores.
Grace Geramita, conhecida como Nonna Gracie, e Barbara Costello, a ex-professora que se tornou famosa por suas dicas de culinária, também ilustram como as redes sociais podem ser um meio poderoso de conexão e apoio emocional. Com milhões de seguidores, elas transmitem não apenas receitas, mas também a essência da tradição familiar e a importância dos laços afetivos.
Essas mulheres, ao compartilharem suas histórias e experiências, desafiam estereótipos sobre a velhice e mostram que é possível reescrever a narrativa do envelhecimento, tornando-se símbolos de vitalidade e inspiração em um cenário digital cada vez mais inclusivo.




