sexta-feira, 30/10/2026

Dólar R$ 5,43 Euro R$ 6,07
Ibovespa 175.710 ▼ 0,51%

Binance enfrenta potencial maior roubo da história das criptomoedas, com perdas estimadas em US$ 6,3 bilhões

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, se viu no centro de um dos mais significativos ataques cibernéticos da história das criptomoedas, com US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões) em ativos digitais…

Compartilhe:

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, se viu no centro de um dos mais significativos ataques cibernéticos da história das criptomoedas, com US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões) em ativos digitais comprometidos. Em comunicado recente, a empresa revelou que aproximadamente metade deste montante foi congelada, mas uma parte considerável ainda permanece nas mãos dos hackers. A corretora já se comprometeu a cobrir todas as perdas resultantes deste incidente.

Investigações preliminares apontam que o ataque pode ter sido facilitado através do comprometimento do laptop de um engenheiro da empresa, permitindo que o invasor realizasse saques não autorizados. Este evento marca um novo recorde, superando o ataque de US$ 1,5 bilhão sofrido pela corretora Bybit em 2025. Especialistas em cibersegurança atribuem o ataque a um grupo de hackers da Coreia do Norte, conhecido como TraderTraitor ou Lazarus Group. A magnitude das perdas foi classificada pelo diretor de segurança da Check Point, Jayant Dave, como o “maior roubo de criptomoedas da história”.

O laboratório de investigações TRM Labs destacou que o modus operandi do ataque à Binance possui semelhanças com incidentes anteriores atribuídos ao regime norte-coreano, reforçando a percepção de que as corretoras de criptomoedas são alvos preferenciais para ataques desse tipo. O chefe global de políticas do laboratório, Ari Redbord, enfatizou que o incidente representa um momento crítico para a indústria de criptomoedas, com esforços contínuos para rastrear e recuperar os valores roubados.

A Binance, que possui mais de 300 milhões de usuários registrados globalmente e estima ter cerca de US$ 160 bilhões em ativos sob sua custódia, suspendeu temporariamente os saques enquanto trabalha na normalização dos serviços. Em uma atualização recente, a empresa anunciou que já alocou mais de US$ 5 bilhões para cobrir as perdas, reforçando seu compromisso de proteger os fundos dos usuários. A recuperação dos ativos congelados ainda está em andamento, e a Binance prometeu fornecer atualizações sobre o progresso.

Por outro lado, o ataque também gerou alertas entre outras plataformas de criptomoedas, com empresas como Tether e Circle se movimentando para congelar ativos em resposta ao ataque. A Coinbase, por sua vez, afirmou que não foi impactada e está monitorando a situação de perto. Com a queda acentuada do Bitcoin e de outras criptomoedas após o anúncio do ataque, a situação levanta questões sobre a segurança e a estabilidade do mercado de criptomoedas em um cenário global já tumultuado por ataques cibernéticos.

Enquanto a Binance continua seus esforços de recuperação, as autoridades de segurança ocidentais observam de perto, já que os fundos roubados frequentemente alimentam programas de desenvolvimento bélico da Coreia do Norte. Apesar das negações do regime quanto ao envolvimento em atividades cibernéticas, a repetição deste padrão de ataques levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do setor e a necessidade de um aprimoramento nas medidas de segurança.

Crédito da imagem: Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas